sábado, 29 de dezembro de 2012

Não sei medir nem tempo, nem medo.

       Eu sou péssima nisso, eu vou perder um tempão pensando numa introdução legal, vou me irritar e desistir de escrever. Mas eu quero muito escrever isso, e reler um dia, se for preciso. Quem nunca viu umas fotos não tão antigas assim? Ou lembrou de uma história de um período na vida que as coisas eram diferentes? "É bobagem uma pessoa tão nova ter esses sentimentos" mas pra nós não é. Essa vontade de mudar o mundo que os jovens tem pra nós não é bobagem. Nos chamam de inconsequentes e não sei mais o que... mas estamos tentando, não? Talvez do modo errado, mas estamos fazendo algo. É por isso que eu tenho fé num mundo melhor, num futuro bom, porque eu sei que nós somos capazes de mudar tudo isso. Porque não temos medo de tentar. Bah, e quero acreditar que não vamos esquecer disso tudo, que não vamos deixar pra trás essa vontade de fazer diferente, sabe? Dizem que quando as pessoas crescem acabam deixando isso tudo para trás, mas eu ainda acredito até mesmo em pessoas diferentes. Em nós.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"O acaso é amigo do meu coração"

        Renovando ciclos, dessa vez sem muitos planos, seguindo um conselho interessante decidi estabelecer pequenas metas diárias, para pequeno prazo (não restando a possibilidade de deixar a ação para a última hora, já que a última hora é agora). Pensei coisas absurdas de tão horríveis, nas quais nem eu mesma acreditei, preferi não guardar nada disso. E agora não posso dizer que a vida me deu mais do que merecia ("ela pode ouvir e lhe tirar um pouco"), também não posso dizer que estou satisfeita, busco por mais. Notei as peças frequentemente deixadas de lado e decidi aproveitá-las um pouco, dei uma chance ao sorriso de estranhos, respondi mais animada ao oi de simples conhecidos e nos dias em que o sol não apareceu, deixei a chuva me molhar. E quando a gente faz e quer o bem, ele vem.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

You only live once.

Embora eu tenha esquecido disso em alguns momentos (muitos, na verdade) acho que não existe no mundo uma sensação melhor do que a certeza de fazer a vida valer a pena. Isso não se resume se arriscar só nas coisas grandiosas, mas principalmente nos detalhes. Decidi que quando eu olhar aquilo que me dá vontade de chorar, vou voltar meus olhos pra dentro de mim e ter certeza absoluta de que tudo isso é maior e mais forte. Tá, que tosco, hoje eu to odiando tanto clichê, tanta mesmice, não vou dizer que quero ser diferente, gosto muito de muitas coisas como estão, mas quero ver outras com um olhar diferente. E ando meio ou totalmente ridícula sim, não vou nem definir, relativo e pessoal, né? Mas eu sei que passa, e muda, e que nessas transição toda fica algo de muito bom, muito maior que todo o resto.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Na tua visão eu não podia fazer parte dos teus planos, diferente de visitas a amigos e algum tipo de passeio, eu não podia ter meu nome escrito em algum papel colado na parede ou na tua agenda. Nos meus quinhentos defeitos e nas minhas raras qualidades tu sempre buscava algo diferente, sempre encontrava, mas há algo que eu trouxe sempre comigo e reflito sobre a possibilidade de ter notado, mas apenas por refletir. Nas cartinhas espalhadas dentro do meu fichário encontro palavras que se chocam brutalmente, mas sem nenhum efeito ruim, apenas contrastavam, seriam assim também as que ficaram contigo? Mas mesmo assim, penso em te mostrar elas (embora às vezes me sinta tão envergonhada por aquelas que ficaram em teu poder)... e acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim. 

sábado, 15 de setembro de 2012

How old is your soul?

Eu gosto de me perder no céu estrelado, ou nublado, tanto faz, eu gosto de me perder ali e me encontrar bem longe, ou não tão longe. O ar gelado que me toca traz uma rede de sensações, cada uma conta uma história e seus quinhentos possíveis finais, outras não contam nada e por isso mesmo dizem tudo. Busquei no reflexo do espelho meu próprio olhar, inexplicavelmente a variação sutil dele me encantava. Ao observar um espelho buscava meu olhar. Ao observar o céu buscava olhares também, não meus e não apenas. Tocar com a ponta dos dedos a parede imaginária ou quem sabe invisível que separa verdades absolutas que podem ser confrontadas por outras, um sorriso inevitável. Eu vou ser escritora - palavras ditas com um sorriso expresso também nos meus olhos, capazes de responder qualquer nova questão. Ou não.

sábado, 8 de setembro de 2012

What you don't know you can feel it somehow

Poderia deixar para escrever depois, quando eu realmente soubesse fazer isso, quando eu não corresse o risco de cometer erros ortográficos imperdoáveis ou falar sobre algo que eu não entendo. Prefiro arriscar-me isso do que me calar por ter medo e tornar-me alguém que sabe tudo sobre a língua portuguesa e compreende tudo sobre todos os assuntos da atualidade, mas não é capaz de sentir. E escrevo, transformando o universo que existe dentro de mim, e quem sabe assim?

domingo, 5 de agosto de 2012

"Maktub"

Esbocei um sorriso, seus olhos traziam uma intensidade, ora animada, ora irritada, que faziam um contraste com o rosto cansado, não falo de um cansaço relativo a uma vida sofrida, mas provavelmente alguém que havia acordado mais cedo do que gostaria. O sorriso dele, mesmo que irônico, traduzia uma sinceridade absurda, como quem está indignado com um crime, porém pensa brevemente nas milhões de formas que poderiam resolvê-lo. Cada frase desencadeava uma lista grande de possíveis interpretações (claro, se você prestasse atenção), sabia se expressar bem, mas nem sempre fazia questão, gostava de saber quem conseguia entender realmente o que estava sendo dito ali. Os olhos claros traziam uma infinidade de respostas. O mesmo silêncio que o protegia, o entregava. Eu ri, meio ironicamente, uma sinceridade absurda. No meio de todos aqueles detalhes nos quais refletia, nos reflexos onde eu também me achava, na vida totalmente independente e ao mesmo tempo totalmente ligada a isso, pensei numa palavra. Antes de absorver o pensamento, percebi que já estava a escrevendo lentamente numa grafia firme.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Me traz força pra encarar

Te vi ontem. Tão bonito, faces rosadas, olhos brilhantes... talvez alguma novidade boa pra contar. Você não me viu ontem, ou viu? Não sei, são coisas que mais ninguém pode saber. Tenho novidades para contar também, maravilhosas... lembrei a receita daquele sorriso e semana passada eu reparei nos raios de sol que entram suavemente pela janela ao amanhecer. A luz refletida na água mesclou verde e marrom bem clarinho, me lembrou também o seu olhar. Olha, não sou muito dada a responder algumas questões, porém, vou te contar onde te vi ontem: lá mesmo, escrito, talvez não numa folha, a gente escreve por todas as partes... 25 de julho - dia do escritor

sábado, 21 de julho de 2012

Meu sonho só é um sonho porque...

-Shhhh, é preciso que você fique em silêncio. Se você realmente quiser ouvir... preste muita atenção. Não é segredo, você já sabe, já falou ou já ouviu, porém escute, o som é baixinho, como o vento. Sinta. Você já sentiu. Isso veio de novo para reviver, volta e meia vem. Toca, passa sutilmente. Talvez se você não ficar em silêncio... talvez você não ouça. Reclamará daqui algum tempo falando sobre o quanto o mundo em que você vivia era diferente, não sentindo quando a brisa suave tocar o coração, mostrando que ele continua sempre lá. Sempre continuará. Nos momentos em que não conseguir dizer nada, ou que queira dizer tantas coisas, o sorriso intenso marcará como fazia desde aqueles tempos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Suspirou, olhou ao seu redor, não estava cansada, nem frustrada,apenas suspirou. Era bom sentir o ar lentamente entrando e enchendo os pulmões, mesmo naquela manhã gelada. Deixou o olhar perder-se em algum detalhe, mantendo aparentemente um ponto fixo, porém contemplava uma infinitude de sentimentos e sensações. Sentiu o vento gelado na face passar queimando, os olhos encheram-se de lágrimas indiferentes. Sentiu a alma sorrir, mas não sabia se a sensação havia refletido em seus lábios,o ar gelado desconcentrava um pouco, talvez seus olhos por trás do leve marejado de lágrimas sorrissem também. Tentava acreditar que não era mais saudades... mas no fundo sabia que o que o coração pedia era exatamente aquela presença intensa, que aquecia. Piscou os olhos, olhou de novo ao seu redor, de novo estava entre pensamentos perdida.

terça-feira, 22 de maio de 2012

3000!

Cada palavra que escrevi servirá como refúgio, para provar que tem coisas que permanecem intactas. Não falo dos textos em si, mas das suas entrelinhas. São essas coisas, de algum modo, que me fazem feliz. Desesperada, surtada, ansiosa, porém, muito feliz. Não só essas coisas, a felicidade não precisa de motivos exatos, ao menos para mim. Estava recordando esse trecho do filme Lembranças "Nossas digitais não se esvaem das vidas que tocamos", ele guarda a explicação do meu segredo, mas seria tão sem graça contá-lo assim, facilmente. Agradeço por mais um limite ultrapassado (não achei melhor expressão para definir isso), gosto de saber que limites na verdade não existem quando temos um objetivo (mesmo que esse seja um objetivo não tão grande, é só o início). Mas na verdade, quero agradecer pelo apoio de quem gosta ou sabe apreciar algo nessas minhas loucuras, agradeço por quem não tem medo de dizer que vou longe, agradeço muito por acreditarem em mim. Por mais clichê que isso pareça, é de coração e pra pessoas que merecem. Amo escrever, mas as palavras não são capazes de explicar tudo (e se fosse assim talvez as coisas nem fossem tão interessantes), então, compartilho aqui um pouquinho dessa sensação boa que me faz sorrir, com vocês, pra vocês.

domingo, 20 de maio de 2012

Mesmo que seja tarde vale acreditar...

viver não é só sorte ou azar! Conforme vou perdendo as esperanças reclamo um pouco mais. Mas a reclamação é indicio de que ainda há esperança. Reclamamos sempre que percebemos um modo melhor de fazer algo e não o utilizamos, reclamamos quando percebemos algo errado sendo feito e não agimos de jeito diferente... Reclamamos porque poderia ter sido de outra forma, porém nem sempre paramos para lembrar que se há outra forma, é porque há solução. Hoje preferi não reclamar. Observei os corredores confusos, as vozes em sussurros e os olhares perturbados, lembrei dos seus olhos e senti a força que eles sempre me transmitiram, uma força simples e complexa ao mesmo tempo. Não posso dizer que a força era tudo, porque tinham tantas coisas além dela, mas seria o suficiente. Talvez fosse só mais uma das coisas que nos fazem bem... simples assim. Do que eu iria reclamar? Não quis. Quem olhasse nos meus olhos naquele momento perceberia um certo sorriso, porque mesmo que de uma maneira estranha e sutil, eu te tinha um pouquinho ali, mesmo que quisesse mais do que um pouquinho, não queria reclamar. E detalhes como esses são os que nos fazem acreditar.

sábado, 5 de maio de 2012

Hiding in your eyes

Repetiria o título, as palavras, até mesmo as expressões. Se um dia eu esquecer a cena que meus olhos enxergaram, eu sei que o coração não esquecerá aquilo que eu senti. Por hoje já fiz tudo e não fiz nada, apesar da Lua estar próxima da Terra, não podia a enxergar, mas apenas sabia, talvez... talvez seja assim com outras coisas por enquanto, uma hora a serração some. Não está quente, mas depois de alguns dias frios, é bom agora sentir esse ar gelado fazendo cócegas na pele, causando arrepios (posso culpá-lo também por sentir meus olhos se encherem de lágrimas). Hoje sei o que reconheci naquele dia, o dia em que apenas sabia que tinha reconhecido algo, contudo não sabia o quê. Sinto algo bom ao escrever isso, mas por não fazer tanto sentido, talvez isso só gere algo bom em mim. Aqui, lá no fundo, ainda há muito para ser dito, e não consigo nem deixar com que passe despercebido, porque de certa a forma, o ar gelado, o brilho da lua, a melodia das músicas e, principalmente, o pensamento me faz lembrar... ia evitar escrever, pra que? sim, a frase fica perfeita se completarmos com "você". Desde lá e para sempre, dentro dos nossos olhos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Don't you know I feel the same?

Como se eu estivesse apenas aguardando pelo leve som de gotas de chuva que cairiam logo, essa é a impressão que essa noite gelada me trazia. Talvez eu rezasse por algum som assim, que calasse as coisas ruins e enchesse a alma de algo bom. Na verdade, não precisava ser o som da chuva, eu gostaria mais de outro som, porém a chuva era o mais provável, o mais fácil(que vergonha! mais fácil?). Também sempre me falaram que boas lembranças são algo bom de se guardar, porém estou cheia delas agora, e me enchendo de saudades também. Juro. Juro que tentei fingir não estar interessada, ou estar interessada em outra coisa, mas de repente senti o seu perfume no ar. Às vezes eu sinto, sabia? E eu gosto, bastante. Mas também me faz pensar no que você sente, sempre ou às vezes. Com um lado bom e outro ruim. A noite fria me faz pensar como seria se você estivesse aqui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Uma frase perdida num discurso feito de olhar

É porque dentro de nós possivelmente existem coisas estranhas. É, exatamente aquelas coisas que as pessoas aconselham a não fazer, deve ser cheio de riscos, ou talvez só não seja muito bonito para o orgulho. Meu objetivo era outro, pra variar fui entendendo melhor ao escrever. Eu sinto que tá errado, ao mesmo tempo sei que não, está certo também, afinal... são coisas básicas aprendemos na nossa vida, porém nos encorajamos a ficar longe delas por medo ou conveniência. Lá no fundo a gente sabe que tem coisas que não morrem, mesmo que às vezes se calem. Aprendi outras coisas além dessas que todos nós sabemos (mesmo que na maioria das vezes as pessoas ignorem), essas outras coisas eu não explico porque estão guardadas na sua maioria bem lá dentro de mim ou escondidas dentro de ti e também porque elas se desvendam nos teus olhos. Ei, cuidado. Ah, sabe sobre essas coisas que ficam caladas? A vida ensinou a valorizar o silêncio também. (...)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Nada puede detenerte si tu tienes fe

Com o tempo a gente vai esquecendo da mágica que algumas coisas possuem. Digo, nem todo mundo esquece, algumas pessoas só vão deixando pra lá. É bom manter aqui dentro esse conhecimento da mágica. Não me achem louca por falar tanto em mágica (mas se acharem, tanto faz também), não pensem que a mágica da qual falo é tirar um coelho da cartola, não é não, é muito além e está presente em tudo. Lembro desse poder forte, dessa magia que certas coisas são repletas. Fecho meus olhos, ou observo com fé, do fundo do meu peito sinto o coração fazer pedidos, tímidos ou gritantes. Que essa força boa me toque lá no fundo, que toque o mundo! Que meus olhos mostrem algo bom, alguma coisa boa que está escondida na minha alma, alguma luz. Sei porque muita gente não aceita que acreditar torna tudo possível, creio eu que nem devo explicar o motivo pelo qual tenho certeza do contrário. Sobre o resto... enfim, mas esse brilho nos olhos me lembra algo mágico também.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Não tenha medo de dizer alguma coisa pra fazer a minha vida mudar

Burrice, ou algo assim. Não sei exatamente se escrevo isso rindo ou chorando, soa meio engraçado, não é? Extremos, malditos extremos! Uma hora o que eu penso parece tão concreto, e no segundo seguinte estou pensando o oposto, sabendo o que pensar e desacreditando um pouco no meu cérebro. Algumas coisas eu já decidi, outras vão acontecer porque simplesmente estão destinadas a isso (eu acredito nisso desde quando mesmo?). Mesmo que eu não soubesse exatamente o que pensar, antes de dormir, todas as noites, lembro de coisas diferentes com um detalhe em comum. Não preciso citar o detalhe, certo? Eu diria agora "tanto faz", mas seria mentira. Mentira porque são justamente esses detalhes que fazem toda diferença. A gente opta por umas coisas meio estranhas, ou nem tão estranhas assim. Bom, na situação toda há algo bem estranho, ainda estou tentando identificar o que é. Mas o importante é que mesmo escondido por trás de algum sentimento não tão sincero, mesmo mascarado atrás de um sorriso (ou mesmo de uma lágrima), mesmo silenciado... o que é importante é o que a gente sente lá dentro, não é? Não sei explicar, mas você sabe do que estou falando, ou imagina. Ou eu conto, qualquer dia desses, eu conto.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E ainda por cima escrevendo, ao invés de falar

Lembrei de uma coisa tão simples e marcante que me peguei sorrindo naquele momento de insônia. To sentindo uma coisa engraçada agora, to sentindo falta. Sem falar que é meio ridículo lembrar que na época eu até olhei o calendário pra ver em que dia iria cair, eu imaginei o que iríamos fazer. Planos? Não, nenhum plano, apenas objetivos. Objetivos que ainda tenho em mim de alguma forma. Lembrei daquela sensação de segurança, lembrei do sorriso inevitável que surgiu em meus lábios e que apesar de nunca ter planejado estar ali naquele momento, nunca algo havia parecido tão concreto até aquele momento.E como terminar esse texto? Enfim. (...)

domingo, 25 de março de 2012

"Que o convite do silêncio...

Exibe em cada olhar" Mais um texto em pedacinhos, rasguei. Não porque não era verdade, não porque não fazia sentido, rasguei porque não era justo entregar meus sentimentos à uma folha de papel e deixá-los lá, sem que ninguém pudesse sentir tudo aquilo. Mais um texto em pedacinhos, porque chega a ser ridículo colocar em um pedaço de papel o que eu queria te dizer sabendo que você não iria ler porque eu "esqueceria" de mostrar. Rasguei. Rasguei porque o que resta a falar não está nas palavras escritas, não mais. Rasguei, porque todas as respostas se encontram nos nossos olhos, nossos sorrisos confusos, naquela estrela no céu. Não pense que rasguei por não sentir mais, não pense que rasguei para me livrar, apenas rasguei. Mas continuo escrevendo continuo te escrevendo. Quando irá ler, eu não sei. Sei que um dia irá. Talvez não entenda, tampouco concorde por enquanto. Rasguei porque sempre pensei que ninguém acharia minha alma no meio dessas palavras, mas quando vi que alguém entendia ou ao menos procurava parte disso, não era justo que eu me expressasse tão mal. Mas escrevo diariamente novos textos. E tem aqueles que não me atrevo a rasgar, são todos os que guardam meus segredos e fazem o universo lembrar. Rasguei porque tudo que tenho para falar não precisa de ensaio algum, é certeiro, é concreto, e sincero. Porque o silêncio nem sempre pode ficar.Mas apesar de saber bem o que tenho a falar, continuarei escrevendo e tentando deixar cada detalhe claro.

sábado, 24 de março de 2012

Every motive escalate

É incrivelmente simples, tão simples que até pode parecer que não é percebido. Mas isso não quer dizer que não seja visto. Cada raio de sol que nos toca, cada vez que o vento nos faz arrepiar, cada som que nós faz ir para longe e cada brilho que indica algo, é como se a vida de uma maneira retorcida fosse mostrando as opções de caminho que temos para seguir. E não são caminhos retos, ao contrário, são cheios de curvas, cheios de atalhos... Cada um desses sinais que mexe com algo dentro de nós também está tentando mostrar o que importa, o que faz falta, o que não acrescenta nada, cada sinal também é capaz de mostrar que há uma força contra a qual não podemos lutar, que nos faz saber qual é a nossa lenda pessoal, a nossa verdadeira missão na terra, e há outra força que é a que nos testa o tempo todo, que torna o caminho difícil e tenta nos afastar da nossa lenda, mas quando a força de dentro é maior, mesmo com curvas e atalhos duvidosos, conseguimos.
"E quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo passado e todo futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão."

domingo, 18 de março de 2012

"Theres so much they hold"

Ela estava mexendo nos próprios cabelos, enquanto sorria e concordava com algo que estava sendo dito ali sem prestar muita atenção. Não sabia ao certo se estava complicando as coisas novamente ou se apenas era tão difícil assim viver algo sem complicação alguma. Mas o pensamento já estava disperso demais, murmurou algo baixo e então acordou do próprio transe. Ou apenas notou que estava dentro de um. Reconhecia de longe todos os sinais, como havia feito desde o primeiro segundo, mesmo que de alguma forma tentasse ignorar isso. E até acreditava neles, sabe? Bom, talvez não exatamente. Mas acreditava em si mesma, ou acreditava em alguma coisa estranha naquela história toda, mas sabia que acreditava. E sabia que naquilo tudo, apenas havia algo real e reconhecível, que voltava dentro dela, e sempre com mais força, cada vez que pensava estar sentindo menos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

E o olhar que eu guardo na lembrança

O ar de mistério no fim de tarde me fez lembrar daqueles dias. Aquele vento no rosto que te toca e parece que cochicha baixinho no ouvido os infinitos segredos do mundo. O pôr-do-sol que não se deixava ser visto sem que os olhos ardessem um pouquinho e as vozes e brincadeiras que o vento trazia consigo mostravam aquela sensação e a certeza de que somos um pedacinho muito pequeno desse mundo tão grande. Eu nem precisei fechar os olhos para me ver novamente encostada na parede de casa, olhando o céu e deixando que o vento gelado cortasse minha pele, por um motivo muito simples. Minhas dúvidas, minhas certezas, meus sorrisos, meus medos, meus gritos divertidos ou desesperados e até mesmo minhas diferenças, tudo isso se encontrou. (...)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por encontrarte en mí

Eu não sei se o sol estava forte demais, mas eu sabia que eu encarava o chão, e talvez o motivo nem fosse esse. Talvez a música nem estivesse tão alta assim, mas conseguia me levar para longe. E por mais cansada que estivesse eu tornava meus passos rápidos. "Pare de pensar" ordenei mentalmente a mim mesma. Ok, tudo isso durou um tempo considerável e uma discussão comigo mesma beeeeeem grande. Pra quê? Como se eu realmente acreditasse que resolveria lutar contra, ou pior, como se eu realmente acreditasse que queria lutar contra. Bom, tanto faz, os detalhes me provaram que não era bem isso. E se não for destino, vai ser o que? Se for coincidência, terei que admitir que andei valorizando muito pouco essa palavra. E de novo terminarei o texto com reticências, porque não importa o quanto eu escreva, não vou conseguir explicar e sempre vai dar pra escrever mais. Então...

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Todas as pessoas que estão dentro dele (...)

não estão por acaso, são necessárias." Eu tinha muitas coisas. Coisas que eu mesma não entendia às vezes, e às vezes entendia bem demais. Eu tinha sorrisos divertidos e lágrimas traiçoeiras. E tinha um montão daqueles textos que não são bem aceitos, faltava coerência, eu me contradizia, de repente. Mas é assim... e é porque quando eu escrevia aquelas coisas, eu começava escrevendo o que vinha na mente, na cabeça, um raciocínio lento e de repente fluía o que vinha no coração. Ou às vezes, nem vinha nada. Pensei em deletar todos esses textos que não faziam tanto sentido na minha vida, que não tinham uma explicação exata, pensei em tirar todas essas coisas sem explicação da minha vida, mas eu reli... é isso que fazemos quando vamos jogar algo fora, não é? A gente olha... E eu vi que não tinha explicação, e que talvez eu precisasse parar de procurar uma explicação pra tudo, porque apesar de não ter explicação e não ter coerência, fazia muito sentido pra mim. Entender, e até muitas vezes, não entender, nos leva a amar.Outro problema com a coerência, eu disse que tinha muitas coisas? É mentira. Eu ainda tenho, e são essas coisas que de uma forma ou de outra, inexplicavelmente, eu terei para sempre.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um lugar seguro e eterno

"Por que escrevo? Porque é minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada." Tati Bernardi
Porque vale e talvez em alguma das nossas palavras, nesses textos aleatórios, tenha um lugar seguro, onde lembranças nítidas procuram um equilíbrio junto a fé.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A menina tem sentido uma porção de coisas estranhas, sabe? Não acho que seja algo tão inaceitável, mas também não vou fingir que é algo normal. Apesar desse meu lado que nem eu suporto, será que alguém acreditaria que a menina forte e aparentemente independente está precisando de uma palavra boa, um abraço daqueles que só você sabe dar? A menina também não gosta muito de falar tudo isso, mas às vezes é preciso. Tem coisas que se não falarmos ou perguntarmos, nunca vão ter uma resposta... Sei o que quero fazer... E quero só que esse sentimento meio ruim passe... e...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nos seus olhos eu vejo a verdade

(...) Mas eu sabia que ele procurou algo nos meus olhos, nos meus gestos. Talvez nem tenha achado aquilo que estava procurando, mas eu sei que achou algo. E nos seus olhos, além do reflexo dos meus, eu achei a exatidão profunda de quem observa. Achei a risada e o tom de voz alegre de quem consegue achar o lado bom das coisas.(...)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

"Podia me ler com a maior facilidade"

Ri tímida e ao mesmo tempo descontraída quando senti que estava me entregando de novo no que eu escrevia - embora eu saiba bem que nem todos vão reparar, ao contrário, poucos, para não dizer apenas um. Mas não há problema, não é mesmo? Se apenas uma pessoa foi escolhida para ler as entre linhas, eu não vou lutar contra, ao contrário, deve ter um lado bastante positivo nisso tudo (continuo acreditando nessa força que o universo tem). Logo eu que sou meio fechada, antipática, confesso que acho reconfortante. Ter alguém que leia os textos não é tão difícil (bom, no meu caso, um pouquinho), mas alguém que me leia, alguém que possa me ler através desses textos é no mínimo curioso. Curioso naquele sentido bom, sabe? Que as pessoas ficam se perguntando, não por quererem uma explicação ou um significado exato, mas por ser tão bom que nem parece real. Não que "me ler" signifique saber absolutamente tudo sobre mim, ainda estou aprendendo a me expressar (ou reaprendendo depois de desaprender), erro de um modo feio, mas tento. E a cada novo texto, saibam que é uma nova tentativa.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

And don't you know that is just you?

Grande erro meu, parece que só sei complicar tudo. Não é um hábito saudável, e eu não escolhi ser assim. E esse fato de complicar tudo nunca ajudou em nada, eu sei. Parecia inacreditável que TUDO que eu quero se resumisse em dez palavras, eu sei que as coisas simples são as melhores, mas eu nem conseguia explicar, porque era só isso e ainda é só isso.
Sabe, acho que até as coincidências estão destinadas a acontecer. Mas uma pessoa destinada a ganhar na loteria, só terá o destino concretizado a partir do momento que ela comprar os bilhetes. E talvez ela tenha que apostar eternamente nos mesmos números até o dia que ganhará.
Eu sei o que é o melhor pra mim, e eu sei o que eu quero. E encontro facilmente nos teus olhos. (...)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Aquela noite em que eu te conheci...

eu acho que nunca vou esquecer.
Hoje eu reparei o quanto meus passos ficam lentos quando eu não sei pra onde estou indo, foi o que senti quando me despedi. Ironia do destino que horas antes a gente tenha conversado sobre o destino versus livre arbítrio, e que cada caminho que tomamos é resultado das nossas escolhas. E eu não te falei muita coisa, não é?
Bom, eu estou escrevendo agora e é pensando em ti. Talvez isso possa parecer meio errado, sabe? Talvez eu devesse te falar isso de uma outra forma, mas já me disseram que a maneira pela qual melhor me expresso é a escrita, e tu sempre me apoiou nisso, e eu acredito, acredito que minhas palavras podem fazer diferença.
Às vezes a gente toma decisões ruins, achando que está fazendo o certo. Às vezes a gente opta pelo que achamos ser o certo e deixamos de lado o que queremos, eu pensei no que seria melhor, não é de agora, faz tempo. Coincidentemente o melhor e o que eu quero, são as mesmas coisas.
O filme assustou um pouco, mas o susto passou quando eu percebi que aquela "certeza" da qual a moça falava, já estava comigo desde quando te conheci.
Sei que errei, e mesmo que tivesse sido só nos detalhes não passaria despercebido. Mas eu fiz uma promessa, que vou cumprir, e não por obrigação, simplesmente porque é o que eu quero, e é o que eu acho certo.
Nossa força pode ser usada, e nós podemos lutar juntos. E juntos podemos conseguir tudo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

parte do segredo do universo

Faz tempo que tenho me policiado. Ando tomando um certo cuidado com as palavras, com as atitudes, com os olhares... se não estivesse acontecendo comigo, talvez eu nem acreditasse que fosse possível ter tanta certeza do que se quer e do que se pensa e mesmo assim não demonstrar isso, não conseguir demonstrar isso. Ou saber, mas agir sem pensar, ou deixar de agir. No meio disso tudo guardo uma certeza esquisita, sabe? Às vezes não sei bem os motivos, ou mesmo sabendo os prós e contras, eu ainda sinto essa certeza. Sem saber muito dos porquês, ou sabendo e não entendendo, ou sabendo e entendendo, é apenas o que eu sinto. E se por algum motivo o destino resolveu que eu deveria sentir isso, perda de tempo seria ignorar, vou tentar ir trilhando meus caminhos e levando essa sensação comigo, lutando aos pouquinhos. De novo deixei de dizer muito do que gostaria aqui, e nas coisas que mostrei, apenas espero não ter me expressado mal, ou que não me entendam mal. Talvez eu consiga expressar tudo isso na fala, ou talvez novamente ela me traia. Mas sigo acreditando do modo como gostaria de ser acreditada. (...)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

you know I believe and how

O que nos sustenta é o amor. Clichê, não é? Não. Apenas simples. O que nos sustenta é o olhar compreensivo de quem observa atentamente, o sorriso espontâneo de quem demonstra fé e todas aquelas coisas que pra muitos passam despercebidas, mas são as mais importantes. E que às vezes vem de onde menos esperamos, já que muitas vezes é aquela pessoa que ninguém conhece de verdade e que outros fazem comentários maldosos que vai te mostrar nos detalhes que é infinitamente mais do que aquilo. Às vezes essas mesmas pessoas podem causar reações meio estranhas, mas é preciso acreditar, não é? É preciso manter a confiança espontânea  naquilo que amamos. E pode até parecer forçado para alguns, mas é porque poucos sentem e entendem, mas pra quem sente, apenas acontece. E é verdadeiro. E só a gente sabe.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

E eu fico pensando às vezes, sei lá, a quem estamos tentando enganar? Não preciso te procurar, eu te acho mesmo sem. Te tenho e te penso de um jeito tão completo que não falta mais nada, ou melhor, falta sim. Falta porque parte de mim ainda é criança insegura, que quer ouvir de novo a história da Cinderela, só pra ter certeza que acredita mesmo nela. Falta porque parte de mim é gente adulta, que não acredita muito nesses finais felizes e me manda parar de sonhar. Se eu fosse total, sem me dividir em partes, nada disso aconteceria, mas aconteceria algo pior, eu não seria eu. Mas sei lá, to meio errada nisso tudo, né? To montando um daqueles quebra-cabeças de mil peças, sem saber se estão todas aqui. Mas de que outra forma eu poderia fazer isso tudo? Tive que me jogar. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Linhas paralelas se encontram no infinito..."

"- O tempo não existe.
- O tempo existe sim, e tudo devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Silêncio)
- Mas não seria natural.
- Natural é as coisas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca...
- Ou sempre."

sábado, 28 de janeiro de 2012

the space that's in between insane and insecure

O ar gelado tocando minha pele traz diversas recordações. O incrível é que mesmo com o passar do tempo, às vezes a sensação se repete, de forma igual e ao mesmo tempo totalmente diferente. Ainda lembro bem daquele dia e do que senti, o ar gelado cortava a minha pele e apesar de extremamente inquieta, eu me sentia feliz. A diferença, é que mesmo com incertezas, naquele dia eu sentia meu mundo mais completo, o coração de gelo ficando levemente morno e meu rosto ficar levemente corado ao refletir. Hoje o ar levemente frio tocou minha pele me deixando arrepiada, senti novamente que algo estava por vir, mas desesperador mesmo é que dessa vez eu não sabia exatamente o que era... e confesso ter sentido uma saudade grande. Não era nem uma saudade de coisas especificas, mas de certas sensações, como essa. Eu não sabia se ainda sentia e deixava passar despercebida. Naquele dia, há meses que na verdade parecem anos atrás, eu pensei por um segundo ser um momento que eu guardaria pra sempre, e hoje me surpreendo pela recordação ter sobrevivido por esses meses com tanta exatidão. Vou tentando entender essas coisas tão estranhas, mas tão significativas, que acontecem aos pouquinhos. Numa linha estranha entre medo e coragem, covardia e fé, ainda carrego comigo tantas sensações. Apesar dessa saudade que às vezes parece pesada demais para os meus ombros, é a lembrança dessas sensações tão estranhas que por vezes me dá forças para continuar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tem coisas que por mais que a gente pense não conseguimos resolver bem. E que quando as coisas dependem de uma resposta, a gente não pode optar entre "sim" ou não", mas temos que analisar uma longa lista de fatos. E às vezes até entendo quando os mais velhos dizem que não há como resolver ou manter algumas coisas pela internet. Uma vírgula fora do lugar, um minuto adiantado para mandar a resposta e pronto, tudo a perder. Por vezes será necessário olhar nos olhos e falar as palavras com firmeza.
Logo eu que sempre fui tão medrosa e mimada, vejo que também sou muito corajosa. Tomar decisões difíceis é algo que temos que fazer diariamente, todo o tempo. O mais difícil é tentar algo mesmo estando com medo. No final tudo é difícil, a gente vive pelo que vale a pena.
De coisas pela metade a vida está cheia, falta aquilo que completa. Sou mimada mesmo, e esse é só mais um dos meus milhões de defeitos, afinal, ninguém é perfeito. Vamos refletir sobre a cautela, e o quanto ela é importante num jogo. Agora, desejo as coisas por inteiro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Você lembra como chegou até aqui?"

Gosto de fechar os olhos um pouquinho, enquanto ouço ou canto baixinho aquela música, ou qualquer uma de tantas que eu considerava nossas e fico lembrando de coisas, momentos simples, palavras ditas e olhares trocados, de fato, realmente faço isso com bastante frequência. Não é falta do que fazer, nem nada do gênero. Mas sinto às vezes minha fé fraquejar, me pergunto aonde estou e me sinto perdida ao não saber responder. Sei o que quero, isso me acalma um pouco, ou às vezes me deixa mais confusa ainda.
Só que, tudo nessa vida acontece por um motivo em especial. Sonhos às vezes são irreais demais, mas agora eu revelo o meu segredo, o motivo pelo qual repito o gesto de fechar os olhos e recordar com uma frequência tão grande: sabe como fazemos para saber se estamos sonhando? Pense, você lembra como chegou até aqui? Qual foram os primeiros passos? Se você lembrar, é porque não estava sonhando, que não estava dormindo. Isso torna o "sonho" real.
Bom, ouvimos desde muito cedo que a realidade é difícil, não é mesmo? Tudo nessa vida é difícil, principalmente as coisas que valem a pena. Afinal, o tempo todo a vida nos testa, quer ver do que somos capazes, quer ver o que realmente queremos. E às vezes, é preciso recordar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia para a academia. Mas você vai ter que remar também. (...) E talvez essa viagem não dure mais que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! (...) Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena." Caio Fernando Abreu

sábado, 14 de janeiro de 2012

Letters to Juliet

Há coisas que nos marcam de uma forma muito especial. Às vezes até pensamos que conseguimos esquecê-las um pouquinho, mas na verdade apenas tentamos voltar nossa atenção para algo diferente.Sempre é uma questão de tempo. Mas e se deixarmos um grande sonho para trás? É exatamente isso que nos assombrará, duas palavrinhas pequenas, mas que quando juntas, trazem um significado pesado: e se.
Quando nos questionarmos sobre isso, quando essas duas palavras surgirem no nosso pensamento, é provável que toda a inquietação seja abafada com uma estranha frase que surge de repente "é tarde demais". Somos tão bobos que chegamos a acreditar nisso! Escolhemos coisas estranhas para acreditar, talvez seja essa a questão. Chega um ponto que escolhemos acreditar em qualquer coisa que possa esconder de nós mesmos o que o coração pede.
Muitas vezes, tudo isso faz com que de repente estejamos distribuindo por aí o que temos de pior, não é uma questão de errar, é que simplesmente existem coisas que nos deixam tão confusos, que não sabemos como lidar, mas não duvide que seja verdadeiro. Quando é verdadeiro, está sempre lá, dentro de nós, mesmo quando tentamos nos convencer de que não está ou tentamos ignorar a presença. Quando é verdadeiro sempre vale a pena. Quando é verdadeiro nunca é tarde demais.

Baseado no filme "Letters to Juliet", que conta a história de uma carta enviada a Julieta que só foi respondida 50 anos depois, e apesar de todo o tempo que se passou, “Quando se trata de amor, nunca é tarde demais”. E que mostra nas coisas simples encontramos tudo. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Que coincidência é o amor..."

No início eu ainda tentei pensar que não era nada anormal, mas como eu poderia negar? Seus olhares estavam sempre lá, dentro de mim de algum lugar podia até ouvir sua voz. "Se nesse exato minuto ele não..." quem disse que eu alguma vez pude cumprir tais ameaças? Até mesmo nisso, na exatidão do minuto, as coisas aconteciam. Pouco a pouco fui aprendendo a lidar, também não posso dizer que com o tempo fui "obrigada a aceitar", seria uma total mentira, toda minha atenção e aceitação foi e continua sendo conquistada conforme segredos vão sendo revelados, ou quando alguns detalhes especiais tornam-se perceptíveis. E nas diversas vezes que as músicas tocaram no exato momento, que sua ação não apenas era como eu esperava, mas me surpreendia de um modo agradável. Ora, logo eu que sempre reclamava dos acontecimentos ou sonhava assistindo aqueles filmes bobos? Quem sou eu nesse momento para dizer que era normal? Definitivamente não é normal, é especial, por mais clichê que isso pareça, eu repito: é especial. Especial numa simplicidade fascinante,onde talvez nem tudo seja bom, mas onde nós realmente tentamos deixar tudo melhor. Eu tento, escrevo e reescrevo numa tentativa louca de conseguir explicar, mas não importa quais palavras eu use, sempre falta algo. Talvez seja sempre assim a partir do momento que se valoriza cada olhar, talvez quando começamos a valorizar cada detalhe, as palavras tornem-se muito pouco. Mas não desisto, afinal, tentar é essencial.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Às vezes coisas que nos fazem rir também podem fazer com que derramemos algumas lágrimas. É uma ordem um pouco anormal, que faz algumas pessoas desistirem e outras serem consideradas masoquistas. Bom, de fato, é meio estranho. Mas depende do que será mais valorizado, os sorrisos ou as lágrimas? Penso às vezes que Deus coloca alguns obstáculos no caminho para termos a certeza de que realmente queremos algo. E embora seja muito difícil apostar todas as nossas fichas em algo que não temos certeza de como vai ser e se vai ser, é um risco a se correr.

domingo, 1 de janeiro de 2012

"O homem é assombrado pela vastidão da eternidade. Então, perguntamos a nós mesmos: irão nossos atos ecoar através dos séculos? Muito tempo depois que tivermos partido, vão ouvir nossos nome, vão querer saber quem éramos, com que coragem lutamos, o quanto amamos intensamente?"